especialidades 03

Neurologia clínica

Neuropediatria

A Neuropediatria é a área da pediatria especializada no estudo das afecções do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e periférico (nervos). Também conhecida por Neurologia Infantil, Neurologia Pediátrica ou Neurologia da Infância e Juventude, realizamos atendimento desde o nascimento até 18 anos.
A atuação dos profissionais nesta especialidade engloba não somente o tratamento, mas principalmente o acompanhamento e prevenção de uma série de problemas que possam comprometer o bom desenvolvimento físico, mental e emocional das crianças. Além da elucidação e orientação de familiares em relação a possíveis comprometimentos apresentadas pela criança, cabe também ao especialista a coordenação de equipe de profissionais quando se fizer necessária (fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, etc.).

As principais afecções atendidas pelo Neuropediatra são descritas abaixo:

• Malformações cerebrais e medulares
• Infecções congênitas
• Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor
• Crises convulsivas (Epilepsia)
• Hiperatividade
• Déficit de atenção
• Cefaléia (dor de cabeça)
• Transtornos na aprendizagem
• Distúrbios de movimento
• Infecções do Sistema nervoso (ex. meningites)
• Paralisia Cerebral
• Alterações na forma e volume do crânio
• Deficiência mental
• Autismo infantil
• Perdas de consciência
• Doenças Neuromusculares
• Transtornos de comportamento e conduta

Neurocirurgia

Monitorização Intra-operatória Multimodal

O que é essa monitorização?
É um exame realizado durante procedimentos cirúrgicos, para avaliar o estado do sistema nervoso em "tempo real". Alertamos os cirurgiões de possíveis lesões neurológicas, permitindo assim ações corretivas imediatas para evitar déficits permanentes, melhorando a segurança e os resultados cirúrgicos. Os cirurgiões têm sido tradicionalmente dependentes de medidas como a monitorização da pressão arterial, pulso, respiração e teor de gás de sangue, para avaliar a saúde geral do paciente durante a cirurgia.
Contudo, a monitorização intra-operatória neurofisiológica estende este princípio especificamente ao sistema nervoso com feedback em tempo real durante as cirurgias que envolvem o cérebro, a medula espinal ou do sistema nervoso periférico (nervos, plexo e raízes nervosas). Isso tem permitido intervenções imediatas no intra-operatório permitindo reduzir a incidência de paralisia, fraqueza muscular, déficits sensoriais, perda auditiva, bem como outros novos déficits neurológicos no pós operatório.
Monitorização neurofisiológica intraoperatória é realizada usando uma variedade de técnicas neurofisiológicas, incluindo EEG (eletroencefalograma), PESS (somatossensorial potenciais evocados), EMG (eletromiografia), e potenciais evocados motores transcraniana (tcMEPs) e/ou cortical, que são interpretados em tempo real por médicos neurofisiologistas para avaliar a integridade das vias neurais.

Quais as cirurgias que se beneficiam com este exame?
Todas as cirurgias que possam colocar em risco qualquer estrutura neural, por exemplo: tumores cerebrais, patologias da coluna lombar e cervical, risco de lesão do nervo facial, entre outras.

Doppler Transcraniano

O Doppler Transcraniano (DTC) é realizado rotineiramente nos principais centros de diagnóstico e hospitais, contribuindo para a avaliação e conduta nos pacientes com doenças cerebrovasculares como Acidente Vascular Encefálico Isquêmico e/ou Hemorrágico (AVCI/AVCH), Hemorragia Subaracnóide Aguda (HSA), Trauma CranioEncefálico (TCE), na Hipertensão Intracraniana (HI) e Morte Encefálica (ME). O exame permite uma avaliação da hemodinâmica cerebral através do Sistema Doppler de emissão pulsada de ondas de baixa frequência capazes de atravessar o crânio íntegro de forma rápida, segura e não invasiva. Pode ser repetido, sem qualquer risco para o paciente, e permite, portanto, a avaliação durante longos períodos, nos quais outros fatores, como tratamento clínico ou cirúrgico, possam exercer modificações no fluxo sangüíneo cerebral.

Quais as principais indicações:

1- No Acidente Vascular Encefálico Isquêmico: monitorização durante trombólise; avaliação de presença e efetividade de circulação colateral; detecção de mecanismo de embolia encefálica paradoxal, conhecido como “shunt direito esquerda” na pesquisa de forame oval patente e fístula arteriovenosa pulmonar; na estenose carotídea; estudo de vasorreatividade cerebral ao CO2.
2 - Na Anemia Falciforme: nível A de evidência (estudo STOP) para a prevenção primária de AVCi em crianças com anemia falciforme.
3 - Na investigação de Tontura, Vertigem, Síncope e suspeita de Síndrome de Roubo de artéria Subclávia e Síndrome de Bow Hunter.
4 - Na suspeita de Hipertensão Intracraniana e Morte Encefálica.
5 - Seguimento de Vasoespasmo Cerebral e adequação de Pressão de Perfusão Cerebral (PPC) na Hemorragia Subaracnóidea e Trauma CrânioEncefálico.

Como é realizado o exame:
Com o paciente em posição deitada, o médico neurologista especialista em neurossonologia aplica o transdutor nas várias janelas ósseas (bulbo carotídeo bilateral, orbitárias, temporais e occiptal) com o objetivo do estudo da hemodinâmica cerebral.

Contraindicações para realização do DTC:
Não existem, exame Inócuo ao paciente.

Preparo para realização do DTC:
1 - Não é necessário preparo para realização deste exame.
2 - Trazer os últimos exames, se tiver, como USG de Carótidas; Angiotomografia de Vasos Cervicais ou Angioressonancia e/ou Angiografia Cerebral.

DRA. AIDA MARIA NEGRÃO ESTEVES CRM 100042 Neurologia Hospital do Servidor Público Estadual Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia Certificação em Neurossonologia Doppler Transcraniano pela ABN (Academia Brasileira de Neurologia) e WFN (World Federation of Neurology)

Tratamento de Espasticidades e Distonias

A toxina botulínica (TBA) vem sendo utilizada na terapêutica humana, há mais de 15 anos, para um número crescente de indicações; pesquisas clínicas continuadas fazem com que, a cada dia, novas indicações sejam somadas àquelas já consagradas pelo uso.
É uma substância produzida pela bactéria Clostridium botulinum que interfere no processo de contração muscular. Isso pode ser feito de modo controlado injetando-se pequenas doses dessa substância diretamente nos músculos afetados. O tratamento é local e a ação ocorre exclusivamente em nível muscular. É o método mais eficaz para as distonias focais e segmentares do adulto e seus efeitos colaterais são discretos e transitórios. Sua ação terapêutica tem início poucos dias após a administração e seu efeito dura em média três meses. Existe, portanto, necessidade de injeções periódicas, geralmente a cada 3-4 meses, de modo a se obter um controle persistente dos sintomas.
O bloqueio com TBA tem as seguintes vantagens:
1- Permite acesso a músculos específicos
2- Tem efeito sustentável e reversível
3- Não apresenta ausência de efeitos sensoriais nociceptivos

Algumas indicações terapêuticas podem ser observadas abaixo:

• Neurologia:
Distonias crânio-faciais, cervicais, de tronco e de membros, espasmo hemifacial, sincinesias faciais, tremores, Síndrome Gilles de la Tourette, mioclonias, sintomatologia associada ao tétano, dor (cefaléia tensional, síndrome do ombro doloroso), rigidez

• Fisiatria e Reabilitação:
Condições espásticas: paralisia cerebral, sequelas de acidentes vasculares cerebrais, traumatismos cranianos, doenças neurológicas que cursam com espasticidade, mialgias, fibromialgias.

• Oftalmologia:
Estrabismo, blefaroespasmo, apraxias oculares, exotropia, entrópio, ptose protetora.

• Gastroenterologia:
Acalásia de esôfago, fissura anal, anismo, disfunção do esfíncter de Oddi, bloqueio do plexo celíaco, pseudoacalásia.

• Urologia:
Discinergia do esfíncter detrusor, hipertrofia prostática benigna.

• Otorrinolaringologia:
Disfonias de várias etiologias, distonias mandibulares, distonia da língua, distonia laríngea, bruxismo.

• Dermatologia, Cirurgia Plástica e Medicina Estética:
Síndrome de lágrimas de crocodilo, sialorréia, mioclonia palatal, atividade paroxística da mandíbula, hipertrofia do masseter. Correções de assimetrias faciais, tratamento estético de rugas hipercinéticas, síndrome de Frey, hiperidrose focal palmar, plantar e axial.

• Ginecologia ou Vaginismo

• Ortopedia:
Imobilização pós-operatória, alívio de contraturas.

A TBA é um recurso terapêutico eficaz, seguro e consistente para a abordagem de diferentes doenças, fundamentado em evidências clinicas.
A TBA traz uma significativa melhora em relação à qualidade de vida dos pacientes tratados. A TBA apresenta alto impacto no tratamento das mais diferentes doenças, favorecendo os objetivos de tratamento e reabilitação.
Principalmente para:

Espasticidade contração exagerada dos músculos decorrente da interrupção, temporária ou definitiva, da comunicação entre o cérebro e a medula espinhal. Acometem pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC, ou “derrame”), Trauma Crânio-Encefálico, Esclerose Múltipla, Lesão Medular (paraplegia ou tetraplegia), Hipóxia Cerebral (falta de oxigenação), Paralisia Cerebral, entre outras doenças do cérebro ou da medula espinhal. Esta contração exagerada dificulta o posicionamento, a marcha e as atividades de vida diária, além de causar dor e aumentar o risco de lesões secundárias, como contraturas, escaras, infecções e outras. A aplicação da toxina botulínica diminui de forma seletiva o excesso de contração, permitindo, associada a terapias, melhorar a realização dos diversos movimentos.

Distonia é o termo usado para descrever um grupo de doenças neurológicas caracterizado por espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais. Esses espasmos podem afetar uma pequena parte do corpo como os olhos, pescoço ou mão (distonias focais), duas partes vizinhas como o pescoço e um braço (distonias segmentares), um lado inteiro do corpo (hemidistonia) ou todo o corpo (distonia generalizada). Os tipos mais comuns de distonias focais recebem denominação específica de acordo com a parte do corpo afetada e os principais são:

• Blefarospasmo – Acomete os músculos situados em volta dos olhos e que são reponsáveis pelo fechamento das pálpebras. Os primeiros sintomas aparecem na forma de um aumento na frequência dos piscamentos, sensação de irritação nos olhos ou sensibilidade aumentada à luz.
• Distonia oromandibular – Caracterizada por espasmos no território inferior da face, tais como os lábios, boca, língua e mandíbula. Dificuldade para abrir e/ou fechar a boca, mastigar, deglutir alimentos e articular as palavras.
• Distonia cervical – Torcicolo espasmódico – É a forma mais comum de distonia e acomete os músculos que sustentam o pescoço. Os espasmos podem ocorrer em um ou vários músculos de um ou ambos os lados.
• Câimbra do escrivão - Quando um membro superior é acometido por movimentos distônicos, no início, os espasmos musculares ocorrem apenas durante um tipo específico de movimento como, por exemplo, escrever, digitar ou tocar um instrumento musical.

Estamos á disposição para maiores esclarecimentos.

Eletroneuromiografia

A eletroneuromiografia (EMG) é um procedimento diagnóstico para avaliar a saúde das raízes nervosas, dos músculos e dos neurônios motores.
Neurônios motores transmitem sinais elétricos que fazem com que os músculos se contraiam. A eletroneuromiografia traduz estes sinais em gráficos, sons ou valores numéricos os quais são interpretados por um médico especialista.

O exame de EMG se divide em duas fases:

Na primeira fase, realizamos estudo da condução nervosa, quando são aplicados pequenos estímulos elétricos, e através da captação das respostas nos eletrodos de superfície, avaliamos a velocidade e a integridade dos nervos.
Na segunda fase, um eletrodo de agulha é inserido diretamente no músculo para registrar a atividade elétrica e assim avaliamos a sua integridade.
Resultados da EMG podem revelar disfunção do nervo, plexo ou raízes, disfunção muscular ou problemas com a transmissão do sinal nervo-músculo.

Quando este exame é solicitado?

Quando o paciente apresenta determinados sintomas como por exemplo:
- Formigamento
- Entorpecimento
- Fraqueza muscular
- Dores musculares ou cãimbras
- Dores localizadas ou com irradiação

A EMG é necessária para ajudar a diagnosticar ou descartar uma série de condições clínicas tais como:
- Distúrbios musculares, como a distrofia muscular ou polimiosite.
- Doenças que afetam a ligação entre o nervo e músculo, como por exemplo a miastenia gravis
- Doenças dos nervos fora da medula espinhal (nervos periféricos), como a síndrome do túnel do carpo ou neuropatias periféricas
- Distúrbios que afetam os neurônios motores no cérebro ou na medula espinhal, como a esclerose lateral amiotrófica ou a poliomielite infantil
- Distúrbios que afetam a raiz do nervo, tal como um disco herniado na coluna

Qual o risco?
EMG é um procedimento de baixo risco, e as complicações são raras . Há um pequeno risco de hemorragia, infecção e lesão do nervo onde está inserido um eletrodo de agulha.

É importante avisar ao médico os seguintes itens:
- Portador de marca-passo ou qualquer outro dispositivo que possua bateria ou gerador - Se estiver em uso de medicamentos que causem sangramentos.
-Portador de hemofilia ou algum outro um distúrbio de coagulação do sangue que possa causar sangramento prolongado

Trazer exames anteriores:
O paciente deve sempre trazer resultados de exames anteriores, relacionados ao quadro clínico. Tais como: tomografia computadorizada, ressonância magnética, videolaringoscopia, eletroneuromiografia realizada anteriormente, líquor, etc.

Preparo:
Tomar banho ou lavar os membros a serem examinados, pouco antes de seu exame, a fim de remover a oleosidade da pele. Não aplique loções ou cremes antes do exame.

Exames externos:
Realizamos eletroneuromiografia em pacientes internados em unidades de terapia intensiva.

Eletroencefalograma

Um EEG registra a atividade elétrica do cérebro através de eletrodos afixados ao couro cabeludo. Resultados EEG mostram alterações na atividade cerebral que podem ser úteis no diagnóstico de doenças cerebrais, especialmente epilepsia e outros distúrbios convulsivos.

Preparo para EEG:
1- Lavar o cabelo vinte e quatro horas antes do exame, mas não use nenhum condicionador, cremes para o cabelo, sprays ou gel de estilo.
2 - Não molhar o cabelo novamente até a hora do exame
3 - Trazer uma toalha de rosto e um pente
4 - Vir sem brincos
5 - Vir bem alimentado, não pode estar em jejum
6 - Não pode estar gripado
7 - Evitar qualquer coisa com cafeína no dia do exame.

Tome seus medicamentos habituais salvo indicação em contrário.

Prova de Função Pulmonar

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